domingo, 26 de abril de 2015

Me envergo

Envergando no emaranhado dos meus cabelos
Retorcendo a pele morta que parece viva
Mordendo os lábios salgados que me fazem mal
Ar quente que respiro,oxigênio cessado

Recusa da vida
Recusa dos sentimentos
Recusa de você

E o movimento continua..
E as roupas feias trocadas
E os companheiros  substituídos
E os céus vermelhos que formam

Envergando na mudança
Envergando na nova fase
Envergando em mim

Os chãos pisados ainda novatos
Os arrepios com medo da aventura
Os afazeres muitos

Processando a jornada
Indo para o saara
De máscaras quebradiças
reservatório de águas turbulentas

 E o movimento continua..

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