domingo, 26 de abril de 2015

Angústia



Reviver já o todo vivido, as mazelas, as alegrias. Me assisto, que vazio, olho pra fora, e desespero. É um estado provisório de animo, no qual, embora se vai rapidamente. O quadro é branco, assim como eu, sem emoções e sem vontades. O cigarro podre ao qual me submeto asfixia-me,asfixia dolorosa,rompendo os brônquios pulmonares ainda vivos dentro do corpo. Alma findada, se autodestruindo vagarosamente, e o ser social não mais presente. Restam às cinzas de poesia, os versos mudos insistentes na pronúncia, e os átomos de movimento continuam a dançar pelos vasos sanguíneos, as veias azuis. Não tomo comprimidos,drogas súplicas dos imortais, necessito de rezas brandas, resultados lícitos. Encarceramento colossal, grito, procuro por um tutorial de vida e de existência, por onde andei, estive nos retiros de letras,de românticos,no entanto,estou quem sabe talvez,em um realismo mórbido, em tempo algum, faceiro. 

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