A carne molhada desnuda o corpo degenerado de vida. O rígido
da gordura aquece a pele fragilizada. A carne molhada desnuda o corpo
degenerado de vida. Os pelos sem força caem sobre o ralo, a água fervendo
arranca os fios louros. A floresta urbanizada de fora das janelas caminha no
seu percurso usual, os leões nos seus lugares e toda a civilização animal. A
vigília de ontem foi tempestuosa, em meus tímpanos, gemidos por todos os lados.
O bicho feroz se atiça para a luta, violência em sigilo permanece, a morte é
pensante e o efeito drástico. O arbusto me protege em meio à noite fantasma, as
sombras são feitas de verdade; animal real se aproxima do meu território. A carne molhada desnuda o corpo degenerado de
vida. No pico das montanhas-céus os
predadores se espreitam, enquanto as vítimas inocentadas correm para as
cavernas. O último ranger dos dentes do animal finca o corpo petrificado do
bicho feroz. A carne molhada desnuda o
corpo degenerado de vida.
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